Sonico - A nova mania social (??)

Postado por: Rafael Soares  /  Categoria: Diversos, Tecnologia

De origem Argentina, parece que esta nova rede social deseja desbancar o nosso querido Orkut. Lendo um post sobre o Sonico, percebi que a intenção deles é realmente vir para “roubar” todos os usuários das redes sociais na américa latina e se tornar a maior rede social desta região. Fiquei impressionado, e como um bom curioso, fui conferir.

Bem, entrei na página inicial e tive uma terrível primeira impressão. Uso o Firefox 3, e o layout da página estava errado. Pois é, na primeira página já havia erros! Tudo bem, segui em frente e, como desenvolvedor WEB que sou, não consigo admitir certos erros cruciais de usabilidade. Após inserir nome, sobrenome, senha e email, cai numa outra página com mais dados para serem inseridos, ou seja, apenas para cadastrar tive que passar por 2 páginas. Continuando, ele me perguntou se 2 pessoas(mostrou o nome delas) eram minha amigas, realmente eram! Fiquei impressionado, pensei: “Deve ter identificado pelo meu gmail e estas duas pessoas devem estar na rede social”. Pois é, coloquei SIM e as duas pessoas não entraram como minhas amigas, ou seja, provavelmente enviei, sem saber, um email para elas com a propaganda do SONICO.

Bem, a página em sí não me prendeu visualmente, achei um pouco poluída e todos os links exigem carregamento da página, ou seja, torna a navegação cansativa.

Esta foi a minha impressão quanto a nova rede social. Caso alguém que esteja lendo este post tenha experimentado ou vá experimentar, coloque um comentário para vermos as opiniões!

Um abraço a todos!

Rafael Soares - Barty

Vimos: Hellboy II - O Exército Dourado

Postado por: Will Palmers  /  Categoria: Dicas de Cinema

A criação do quadrinista Mike Mignola ganhou uma continuação muito superior ao seu antecessor. O primeiro filme engloba boa parte da historia do personagem no mundo dos quadrinhos, como a origem e o seu destino na terra, já neste aqui nos aprofundamos mais na vida do diabão.

 

Tudo inicia com uma história que o Professor Broom (John Hurt) conta para um jovem Hellboy, um conto sobre o reino mágico que vivia em guerra com o reino dos humanos, ao ver quanto sangue de seu povo era derramado o Rei Balor (Roy Dotrice) mandou criar um exército de autômatos invencíveis, o exército dourado, que dizimou os humanos. Vendo que fez foi terrível o rei dividiu a coroa que comandava o exército em três metades ofertando uma para os humanos como um elo de trégua, já o príncipe Nuada (Luke Goss) desacreditado nos humanos se exila prometendo voltar quando seu povo precisasse dele.

As eras se passaram e o príncipe vendo o que os humanos fizeram com o mundo que lhes foi ofertado decide reunir as metades da coroa e acordar o exército, mas Hellboy (Ron Pearlman) e o B.P.R.D (Bureau of Paranormal Reserch and Defense) já foram envolvidos nessa trama para impedi-lo com a ajuda da irmã gêmea dele, princesa Nuala (Anna Walton).

 

Como dito no post de O Labirinto Do Fauno, este filme lida muito mais com o mundo mágico e bizarro do que o primeiro, vemos inúmeras criaturas esquisitas (o tumor nem se fala). No mundo dos Hqs existe um mundo obscuro que entrou em guerra com os humanos, mas não como o mostrado aqui onde tudo é metáfora e nem tudo o que parece ruim é necessariamente mau.

 

Ambigüidade é a alma deste filme, Hellboy é um demônio com destino de destruir o mundo, causando o Ragnarok, trocando em miúdos, o fim de tudo. Para nossa sorte resolveu seguir um caminho inverso e ele tem uma certa crise de consciência quando vê que o príncipe Nuada pode não estar agindo por puro egocentrismo como a maioria dos vilões.

  

Como é de praxe o filme não possui só a trama de Nuada e o exército, temos Abe Sapien (Doug Jones) descobrindo o amor na forma de uma criatura, digamos igual a ele, a princesa Nuala. Tom Manning (Jeffrey Tambor), o responsável pelo B.P.R.D, sofrendo com a falta de descrição de Hellboy e babando pelo novo agente o ectoplasmático Johann Krauss (voz de Seth MacFarlane e corpo de John Alexander). E claro o drama pessoal e conjugal de Liz Sherman (Selma Blair) e Hellboy.

 

     Hellboy II

 

É difícil falar desse filme sem acabar dando dicas sobre coisas que seria bom descobrir por si próprio, mas posso dizer que todas as cenas estão ótimas. Destaque para todas, mas que chama a atenção é o embate contra o elemental e o final com o exército dourado e o príncipe Nuala.

 

A fotografia, novamente de Guilhermo Navarro, é soberba. O mercado Troll e a sala do trono do rei Balor são as cenas mais belas e bem executadas. As criaturas em sua maioria criadas por animatrônica e maquiagem chegam a beirar a perfeição.

 

As atuações? Bem todos no filme chutaram o pau da barraca da má interpretação longe. Até Doug Jones que é na maioria de papeis que fez foi só criaturas sem falas, entrega um Abe apaixonado e que não sabe lidar com mulheres e nem com a bebida, ele e a bela Anna Walton dão um show. Porém a cena dele e Hellboy bebendo e cantando I Can´t Smile Without You de Barry Manilow é incrível, poderia soar ridícula, mas é perfeita para mostrar dois personagens inseguros que estão amando.

 

Ron Pearlman é o Hellboy, divertido, triste, inseguro e uma pária no mundo que vive, mas ainda assim quer nos salvar. Selma Blair está perfeita no papel de Liz.

 

O destaque é Luke Goss, que havia trabalho com Del Toro em Blade 2 onde ele interpretou o vampiro Nomak, ele faz o príncipe Nuada como um personagem trágico, que apenas quer salvar seu povo da destruição que os humanos fizeram com a terra, a cena onde ele explica para seu pai tudo o que acontece em seu peito.

 

Como fan eu gostei imensamente deste filme, mesmo que ele tome certas liberdades que os puritanos vão virar a cara na hora, “Que merda virou Shrek!”, mas tudo bem. Mesmo sendo seguido de perto pelo criador do personagem, o Hellboy do cinema é obra de Del Toro e pode esperar que se houver um terceiro filme vai ser maior, melhor e vai usar todas as peças dispostas neste e no primeiro.  

Hellboy 2 está em exibição no Top Cine Hipershopping Abc sala 1 nos horários de 16:20h; 18:40h; 20:50h.

Sobre eventuais troca de horários acesse o site do cinemaxx.

Para Ver e Rever: O Labirinto do Fauno

Postado por: Will Palmers  /  Categoria: Dicas de Cinema

Este aqui é um aquecimento para o que vai vir mais tarde. Hellboy 2  chegou na cidade hoje e como um bom fan do vermelho lá estarei, mas primeiro, vamos falar do filme que com toda certeza foi um catalizador para muitas coisas que serão vistas no novo do Demônio da Dark Horse.

O Labirinto do Fauno é uma fabula, um conto de fadas e um filme de pós guerra civil espanhola. Ofelia (a talentosa e linda Ivana Baquero) e sua mãe Carmen (Ariadna Gil), cujo marido morreu na guerra, estão de mudança para uma casa no campo de propriedade do Capitão Vidal (Sergi Lopez, talvez a melhor interpretação do filme). A jovem logo vê que o capitão é um homem cínico e odioso, cujos ideais são deixar sua marca no mundo por meio de um filho que carregue seu legado. A mãe de Ofelia está esperando o filho dele numa gravidez avançada e de risco. Ofelia por andanças pela propriedade descobre um labirinto que ao visitá-lo a noite seguindo uma fada encontra-se com um Fauno (Doug Jones), uma criatura mágica que lhe conta uma verdade. Ela é a princesa Moana, que subiu do mundo subterrâneo a muitos anos e sua essência se perdeu durante as eras, mas agora ela poderia voltar para casa se passar por três testes.

A película é carregado de subtramas como a da mãe de Ofelia que trava uma batalha para ter seu filho, do Capitão Vidal que persegue os guerrilheiros  e da governanta Mercedes (Maribel Verdú, talentosa demais) que é mais do que aparenta.

 O filme todo é cercado de elementos mágicos, como o próprio Fauno e o Homem Pálido, na sequência que chega a ser angustiante para quem não viu o filme ainda, ambos interpretado pelo incrível Doug Jones (Abe Sapien da série Hellboy) que chegou a decorar todas as falas em espanhol para uma melhor dublagem posterior. Em contraste o mundo real é um lugar frio sem cores quentes ao contrário da mundo mágico que as usa.

       O Labiritno do Fauno

Tudo neste trabalho é exemplar, o roteiro é primoroso, a música e a fotografia de Guilhermo Navarro (Blade2, Hellboy) é de dar prazer. O prólogo no início onde se conta a história da princesa é estupenda, uma mistura de maquetes com um pouco de CGI. Este foi um filme todo feito no México e Espanha, falado em espanhol e com equipe composta em sua maioria por profissionais de ambos países, sem ter de se relegar aos designios dos grandes estúdios americanos. Foi uma película feita com a dedicação para contar uma história e não pensar a todo o momento no retorno das bilheterias, tanto que foi feito com cerca de 20 milhões de dollares e angariou mais de 80 milhões.

Agora chega a vez de falar do homem atrás da cortina, o mexicano Guilhermo Del Toro. Este homem sem dúvida merece ser ovacionado por todos devido a sua genialidade, ele nos entregou o melhor filme da série Blade, que foi Blade 2, o meu favorito e o que mais arrecadou entre a trilogia.

Depois do sucesso do filme ele recusou o Harry Potter 3, que caiu nas mãos de Alfonso Cuaron que produziu Labirinto, para fazer Hellboy. Este  mostrou um personagem incrível e me fez um fan de verdade na mesma hora tanto dele quanto do chicano que o levou as telas, que é engraçado pacas e então ele firma sua genialidade com este Labirinto Do Fauno, vencedor de 3 Oscars: Melhor Maquiagem, Fotografia e Melhor Direção de Arte. Eu xinguei Deus e o mundo quando perdeu o de melhor filme estrangeiro.

O destaque fica por Ofelia, que é seguida de perto, vemos seus medos e ambições que é apenas ser feliz com sua mãe, a jovem Ivana Baquero nos faz se apaixonar pelas cenas dela a cada segundo e seu destino no filme é de apertar o coração, mas nisto surge o melhor vilão que eu já vi. Sergi Lopez, é um grande ator e faz você odiar cada fibra do ser do Capitão Vidal e ainda assim o mostra um ser humano com um ideal que pra ele é o certo. A cena onde ele tortura um gaguinho é de dar pena, de saltar pra dentro da tela e salvar o pobre diabo.

São estes e muitos outros fatores que fazem O Labirinto do Fauno (El Laberinto del Fauno no original espanhol e Pan´s Labyrinth no inglês) um filme para se ver e rever inúmeras vezes e que tem toda uma gama de magia e inspiração que iria aflorar a pleno vapor em Hellboy 2, mas isso fica pro próximo post. 

Com sorte pode ser encontrado em Dvd lançado pela Warner nas Lojas Americanas e Casa e Video por um preço barato.

The Satanic States Of America XXV [Review]

Postado por: Doug Custer  /  Categoria: Música

Bom dia, boa tarde ou boa noite, peregrinos do Lupa Digital!

Depois dum tempão, eu, Doug Custer, volto pra contar pr’ocês como foi mais uma edição do festival underground mais freqüentado do cenário rock em Petrópolis. Porém, antes de tudo, eu vos digo que quando gosto, eu digo que gostei e quando não gosto, eu digo que não gostei… Doa em quem doer, mas aqui no blog nós escrevemos informalmente, então eu posso expressar minhas opiniões - sem esperar que qualquer um concorde com elas, é claro.

A Gunner subiu ao palco lá pelas 20h50 pra fazer o que quase toda banda de heavy metal iniciante faz: tocar clássicos do estilo. Ok, até aqui tudo bem, mas… Eles tocam as mesmíssimas músicas que bandas como Itchy, Dracon, Voodoo e outras tantas tocavam cerca de sete ou oito anos atrás. E infelizmente, não com a mesma qualidade. Abriram o show com The Wickerman, seguida de Enter Sandman, que teve seu refrão cantado em uníssono pelo público, Breaking The Law, uma quase irreconhecível Ace Of Spades, Wasting Love e fecharam com Iron Man. Não dá pra destacar nenhuma música além da grafada, mas também não foi um show ruim, longe disso, pois valeu o esforço dos caras. Mas se a intenção é continuar como banda “túnel do tempo” seria mais interessante tocarem outros clássicos.

Depois de um rápido intervalo, foi a vez de mais uma aula do que eu gosto de chamar de Evil Thrash Metal. A Mellkhor entra com sua versão matadora para Sympton Of The Universe do Black Sabbath, seguida de Impaler do Exodus e sua já clássica Sucking Dead Pussy que (com o perdão do trocadilho) levanta até defuntas. Slave New World do Sepultura empolga a galera para uma dobradinha de clássicos: Rainnig Blood do Slayer e Black Metal do Venom. Mostraram a nova e ótima You Don’t See como resultado do trabalho pesado nas composições próprias, seguida de A Lesson In Violence (Exodus) e People Of The Lie do Kreator, também novidades no setlist. Depois da maravilhosa Internal Violence, fecharam com Children Of The Grave (Black Sabbath) com uma brutalidade esmagadora que deveria servir de exemplo para muitas bandas.

Desde que soube que haveria uma banda de prog metal eu fiquei bastante ansioso, pois sou fã do estilo. E às 22h40 com uma versão bastante peculiar para Mr. Crowley do Ozzy Osbourne a Soulscream abriu seu primeiro show. De cara não me agradou muito porque já ouvi essa música executada à perfeição por outra banda que não cabe aqui citar, mas quando soaram os acordes de Pull Me Under do Dream Theater, eles mostraram o que são de fato: uma banda formidável. Seguiram com Overture 1928 e Strange Deja-Vu executadas perfeitamente à risca, e após uma série de problemas com o equipamento do guitarrista (que acabou prejudicando a duração do show), fecharam com uma ótima versão para The Evil That Men Do, do Iron Maiden. Mas nem tudo são flores e aqui devo expressar minha indignação quanto à atuação inópia de um vocalista que deixou a dúvida: seria ele filho do Sidney Magal, ou um fã deslocado? As caras e bocas, os trejeitos, a impostação e principalmente o falatório desnecessário e irritante não remetem a outro senão a este pilar da música brega. Lamentavelmente tirou o brilho de uma banda talentosíssima.

Mais um intervalo e foi a vez da cereja do bolo: Odisea! A banda formada estritamente por mulheres surpreendeu por dois motivos: cativou todo mundo devido ao forte carisma e executou todas as músicas (faço questão de enfatizar), todas mesmo, com absoluto domínio como se fossem de sua autoria! Já vi alguns shows de bandas femininas, mas esse foi sem comparação. Abriram com In Front Of Me seguida da belíssima versão para House Of Sleep do Amorphis e Closer do Lacuna Coil. My Mind’s Eye do Sirenia, abriu caminho para a espetacular Enjoy The Silence (Lacuna), mas o melhor ainda estava por vir e Stand My Ground do Within Temtation me deixou boquiaberto. Aliás, todo mundo ficou impressionado com uma banda tão competente logo no seu segundo show. E com as pérolas Nemo do Nightwish e Swamped (também do Lacuna, evidentemente a maior influência) encerraram uma apresentação perfeita. A insegurança que prejudica alguns que estão há mais tempo por ae parece não ter qualquer influência sobre elas. Todas estão de parabéns mas o destaque foi a vocalista que deve ter nascido cantando, tamanho talento.

Aqui venho cordialmente pedir minhas sinceras desculpas aos caros peregrinos, às bandas e à organização, pois tive de me retirar antes do fim do evento devido a um problema de saúde. Mas pude presenciar a ótima Smells Like Teen Spirit do Nirvana a cargo de uma banda que nunca ensaiou na vida. Tenho certeza de que o show da Baltazar & Brothers foi muito empolgante e gratificante tanto para a banda quanto para o público que permaneceu até o fim do festival. No próximo, certamente estarei lá.

Um abraço e até mais ver!


Para Ver e Rever: Anastasia

Postado por: Will Palmers  /  Categoria: Dicas de Cinema

Para compensar a falta da crítica dessa semana, vou adicionar mais um capítulo no nosso Para Ver e Rever, e por coincidência ao escolher um filme da minha lista peguei outro destinado a criançada e a toda família e como Encantada este também é um dos meus filmes preferidos.

A animação Anastasia é pra mim um clássico, dirigido pelo veterano Don Bluth, de Fievel um conto americano, Em busca do Vale Encantado, Todos os Cães Merecem o Céu, apenas o primeiro filme de cada uma dessas séries e o espetacular Titan A.E., este filme tem todos os elementos que podemos esperar de um desenho como era feito a modo antiga, ele é todo em 2D (animação tradicional). Anastasia foi um sucesso de crítica e público no ano de 1997, produzido pela divisão de animação da 20th Century Fox. A dublagem brasileira é impecável, cheia dos melhores profissionais do ramo e está muito mais eficiente do que a americana.

A história começa mostrando a família real russa, os Romanov, sendo vitimas de uma maldição pelo temível conselheiro Rasputin (Jorge José Ramos, maioral Jafar de Aladdin) e logo a Revolução invade o palácio querendo acabar com o reinado, mas a jovem princesa Anastasia e sua Avó escapam e logo se separam numa confusão na estação de trem. Dez anos se passam e encontramos a jovem Ania (Mônica Rossi, Demi Moore e Esmeralda no Corcunda de Notre Damme, Disney), uma órfã que desconhece seu passado e prefere ir para São Petersburgo ao invés de seguir o destino que a levaria para uma vida infeliz. Na cidade acaba sendo descoberta por dois pilantras Dimitri (dublado pelo incrível Guilherme Briggs, mais conhecido pelo papel de Buzz Ligthyear e Cosmo dos Padrinhos Mágicos) e seu sócio Vlad (Mauro Ramos, o flatulento Pumba) para que ela possa passar pela sumida Anastasia e ganharem uma recompensa em cima de jovem. Só que Rasputin ressurge e com a ajuda do morcego Bartok (Oberdan Junior, o engraçado Leitão das Aventuras do Ursinho Pooh, ou Ursinho Puff como ele era conhecido anos atrás) querem de todo o jeito impedir que a menina chega até a Avó em Paris.

Anastasia

A trama é baseada na famosa lenda da princesa Anastasia que teria sido morta após a rendição de seu pai o czar Nicolau II. Don Bluth e seu sócio Gary Goldman fazem um filme cheio de magia e encanto, mesmo que não sigam a risca a história.

O que mais chama a atenção neste filme é sem sombra de dúvida a maestria dos números musicais, com destaque para “Viagem ao passado”, “Foi no mês de Dezembro” que desempenha um papel importante na trama. O roteiro é engraçado e muito bom, ainda mais as cenas envolvendo Bartok e Rasputin, a que ele começa a se desfazer é hilária e como eu disse a dublagem é incrível. O filme também é um dos campeões de reprises na Sessão Da Tarde, não por menos já que é ótimo.

Eu me lembro na época do lançamento foi feito um clipe com cara de super produção onde a cantora Thalia interpretava “Viagem ao passado” vestida igualzinha Ania e ela foi dubladora da versão em espanhol.

Portanto Anastasia é um ótimo filme para se ter em sua coleção para ver e rever e se divertir com toda a família.

Com sorte pode se encontrar o DVD nas Lojas Americanas e Casa e Vídeo por uma bagatela.

Heavy Night II [Review]

Postado por: Doug Custer  /  Categoria: Música

Salvem peregrinos!
Como prometido, eu fui dar uma bizoiada no segundo Heavy Night e o resultado dessa noite alucinante vocês conferem logo abaixo.

Precisamente às 20h30 uma Stone Fist, até então desconhecida pra mim, subia ao palco pra detonar Somke On The Water do Deep Purple, You Shoot Me All Night Long do AC/DC entremeadas por composições próprias com aquele ar de rock antigo que influencia a banda. Com um vocalista potente e músicos que não chegam a ser surpreendentes, os destaques foram Lick It Up e Strutter do Kiss, seguidas de mais duas próprias (cujos nomes também não me foram passados pela banda) e fecharam com as manjadíssimas Born To Be Wild do Steppenwolf e Paranoid do Black Sabbath.

Um intervalo rapidex, e uma proeminente Mellkhor retorna depois de alguns meses pra brutalizar o público com suas fabulosas versões de Symptom Of The Universe e Children Of The Grave do Black Sabbath, Iron Fist do Motörhead e Slave New World do Sepultura. Esbanjando energia, peso e carisma, tivemos as ótimas Sucking Dead Pussy e Internal Violence de autoria da banda que praticamente reinventa o trash metal oitentista. O show foi tão old school que contou com um stage dive do vocalista durante A Lesson Of Violence do Exodus, seguida da esperadíssima Raining Blood do Slayer e a já clássica Black Metal do Venom com a qual a banda sempre encerra suas apresentações.

Falar da Guerrilla pra mim sempre será uma satisfação. E às 22h38 eles executam uma perfeita Bulls On Parade do Rage Against The Machine que me fez bater cabeça do início ao fim! Depois de Animal Em Extinção e Vocalize tivemos as ótimas C4, Polícia (onde o vocalista lembrou o massacre dos sem-terra em Eldorado dos Carajás - PA), e América, todas de autoria da banda que sempre são executadas com muita garra e perfeição, mostrando muito entrosamento. Seguiram com uma inesperada versão de Enter Sandman do Metallica e Prison Song do System Of A Down, e fecharam com Killing In The Name (RATM), provando mais uma vez que merecem rumar cada vez mais mercado adentro.

A Dark Horizon entra em cena às 23h54 abrindo com Nothing Can Save Us seguida da sensacional Insane Thoughts, quando o baterista, que parece um trator possuído pelo Demo, derrubou a caixa de percussão mas não perdeu o ritmo e assim foi até alguém ajudá-lo a pô-la de volta no lugar. Problema resolvido e foi a vez das fantásticas Living Blindly e Mental Agony levantarem a galera. Após Personal Hell, apresentaram a nova You Won’t Survive, e o antigo vocalista subiu ao palco para uma special guest em Victims (destaque do show e minha favorita). Foi incrível como casa tremeu diante da velocidade, técnica e brutalidade do som que eles executam e com esse primor que encerraram com Lost Souls (que dá nome ao CD demo) e Mortal Sins.

Se continuar com a ótima organização e as bem escolhidas bandas, certamente o Heavy Night não encontrará obstáculos pra se tornar o festival de rock underground mais importante (e quem sabe, imponente) dessa pacata cidadezinha. Parabéns ao Rogério e a Carol pelo excelente trabalho e continuem sempre assim! Nós agradecemos.

Valeu galera. A gente se vê no próximo!

Nós Vimos: Star Wars - The Clone Wars

Postado por: Will Palmers  /  Categoria: Dicas de Cinema

Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante…

Ver novamente essas palavras faz qualquer fã da série de Star Wars vibrar com o que pode vir, especialmente um como eu. De uma coisa podemos ter certeza, será uma boa diversão e entretenimento. A saga criada em 1977 gerou inúmeras vertentes dentro e fora do cinema, sendo a tv pouco utilizada. Em 2003 experimentou com os curtas Clone Wars o sabor do sucesso. Criados e dirigidos por Genndy Tartakovsky (Meninas Super Poderosas) para o Cartoon Network, tiveram duas temporadas bastante elogiadas e premiadas (ambas podem ser encontradas em DVD).

Ao dizer que não iria mais contar a saga Star Wars com live action no cinema, George Lucas teve de nos brindar com algo diferente. Sai o estilizado traço 2D de Tartakovsky e entra o CGI dirigido, com excelência, por Dave Filone (Avatar – The Last Airbender).

O que temos neste longa, ambientado no conflito conhecido como Guerras Clonicas que aconteceu entre os Episódios II e III da saga live action, são os 3 primeiros episódios que contam o arco do seqüestro do filho de Jabba, o Hutt. Os Cavaleiros Jedi, ordem que zela pela paz no universo, Anakin Skywalker e Obi-Wan Kenobi estão lutando ao lado dos soldados clones da Republica pela posse de uma cidade invadida pelos Separatistas quando ficam sabendo do acontecido por intermédio de uma jovem Padawan Ahsoka Tano, que foi designada por Yoda para ser aprendiz de Skywalker, para resgatarem o filho do gangster intergaláctico. Todo o seqüestro não passa de uma conspiração contra os Jedi efetuada pelos mestres Sith, ordem do lado negro da força, Conde Dookan, Darth Sidios e a perigosa Asajj Ventress.

Esta é a premissa do filme, que incluiu inúmeras batalhas de tirar o fôlego e partes que mostram a dificuldade que o gênio forte de Anakin tem para instruir sua jovem aprendiz. Muitos disseram que o longa tem um filete de história, pode ser verdade, mas é um fio condutor que gera inúmeros conflitos. Muitos deles entre Anakin e Ahsoka, já que o primeiro não tem muita experiência e não é tão sábio quanto seu mestre Obi-Wan.

Personagens como Mace Windu, Yoda, C3PO, Chanceler Palpatine e a Senadora Padmé Amidala (cuja cena mesmo pequena é critica para o final do arco) dão as caras, uns por menos tempo do que os outros, e devem ser mais aproveitados no decorrer da série. Parece que a grande sacada da série será mostrar um pouco mais do cotidiano dos soldados clones, cuja matriz foi o Bounty Hunter (caçador de recompensa) Jango Fett, pai de Boba Fett.
(Para saber mais veja o Episodio II - Ataque dos Clones)

Ahsoka Tano é a cartada de toda projeção. Ela tem toda uma aura jovial presente nas garotas quando estão crescendo, de não quererem ser tratadas como crianças e sim como jovens responsáveis. É engraçada e me lembra um pouco com seu humor o eterno Han Solo, dá para ver que ela pode render muito a história já que não sabemos que fim terá. Suas cenas com o Bebê Hutt, mostram muito sobre seu caratér e vemos que Anakin é o mestre ideal para ela.

The Clone Wars

Sempre tive uma visão que as Guerras Clonicas foi um evento gigantesco, mesmo que tenha durado pouco mais de 3 anos. Que seria cheia de intrigas, conspirações e batalhas como a vista no final do Episodio II – Ataque dos Clones (20th Century Fox, 2002) que foi o início de todo o conflito. E este filme me deu exatamente o que eu quis ver, cenas como a do mosteiro e da cidade sitiada são ótimas. O alivio cômico por partes dos droids gera seqüências hilárias, como a do sargento no topo do mosteiro. Podemos ver a razão deles terem sido substituídos pelos clones.

Enfim, poderia continuar falando disso por várias horas, mas vale dizer que o filme é obrigatório tanto para os fãs de Star Wars e para os que ainda não são pode ser um ótimo primeiro passo.

The Clone Wars tem previsão de estrear na tv pelo Cartoon no final deste ano, que já tem 22 episódios de 30 min. prontos e agora é só esperar.

O filme está sendo exibido na Sala 1 do Cinemaxx Mercado Estação nos horários: 16:10h; 18:20h e 20:40h.

Heavy Night II

Postado por: Doug Custer  /  Categoria: Geral, Música

Hey, peregrinos, tudo nos conformes?
Amanhã tem mais Rock & Roll embalando a noite petropolitana. Vem aí a segunda edição do Heavy Night!

O mais novo evento undeground de Petrópolis volta com um cast list pra tirar todos os rockeiros de casa, nem que chovam canivetes! Prestenção pra depois não dizerem que eu não os avisei:

Das profundezas do Death Metal, vem a Dark Horizon mostrando seu trabalho próprio que já dura anos.
Pra fazer todo mundo pular e pensar, teremos a Guerrilla com seu repertório mesclando trabalho próprio e covers matadores de RATM e SOAD.
O aguardado retorno da Mellkhor, com todo o poderio do Trash Metal oitentista, promete deixar todo mundo com torcicolo durante o fim de semana.
E finalmente, a Stone Fist vem pra detonar clássicos absolutos do Rock e matar a saudade daqueles nossos dinossaurinhos favoritos como Pink Floyd e Kiss.

Como o Lupa Digital não perde uma, estarei amanhã às 19h na Sociedade Coral Concórdia (Rua 13 de Maio, próximo ao Start Mart), e espero ver todo mundo lá, munido de R$5,00 pra não ficar de fora dessa noite alucinante!

The Satanic States of America XXIV [Review]

Postado por: Doug Custer  /  Categoria: Música

Sim, meus caros peregrinos! Nós do Lupa Digital conferimos a edição comemorativa do festival mais underground de Petrópolis e agora eu vou contar tudo pro’cês!

Meu amigo Will Palmers e eu chegamos às 19h, horário previsto para o início do evento, mas como todo mundo sabe, rolou um atraso normal. A novidade foi descobrir que a banda Rat Salad não iria mais se apresentar, dando lugar à outra banda…

*Público*

A Guerrilla entrou no palco precisamente às 21h com ATWA e Prison Song, ambas do System Of A Down esbanjando simpatia e muita energia. Com um discurso sócio-político engajado e sincero, seguiram com as próprias C4, América (que levantou o público), Vocalize. Depois da ótima versão para The Gost Of Tom Joad, do Bruce Springsteen e a impressionante Polícia (que em minha opinião é a melhor música da banda) na qual derrubaram algumas partes da bateria de tanto que pulavam no palco, fecharam com Killing In The Name do Rage Against The Machine, claramente a maior influência. Foi um ótimo show e podia ter sido mais extenso.

* Guerrilla *

Depois de um rápido intervalo, foi a vez da irreverente Neocortex subir ao palco pra detonar antigos e novos clássicos do Punk Rock entre os quais posso destacar No Cigar do Millencolin, My Vagina do NOFX, e I Wanna Fuck A Dog do Blink 182. Após um dos amplificadores de guitarra parar de funcionar logo no início do show a banda parece ter ficado um pouco nervosa, e talvez por conta da pouca experiência tenha cometido pequenos erros, mas nada que comprometesse a qualidade do show. Mas os pontos altos foram as maravilhosas Basket Case do Greenday e Blitzkrieg Bop do Ramones. Sem sombra de dúvidas é uma banda promissora além de muito divertida.

* Neocortex *

Confesso que há muito tempo eu não assistia uma banda tão estilosa por essas paragens. E a Chiara veio pra fazer a noite realmente valer a pena pois eles têm muito estilo. Extremamente competente, com um repertório variado e arrojado e uma das vocalistas mais talentosas que o público dessa cidade já presenciou cantar, abriram com Bug Eyes do Dredge, seguida da fantástica Change do Deftones (minha preferida na trilha sonora do filme A Rainha dos Condenados), mas percebi foi que a banda só precisa de um pouquinho mais de presença de palco, talvez até para empolgar mais o público “não-fã”. Após uma infelizmente interrompida Bring Me To Life do Evanescence, seguiram com Megalomaniac do Incubus, também primorosamente executada e fecharam com In The Shadows, do Story Of The Year.

* Chiara *

Não havia hora mais apropriada para a Undertakker subir ao palco ao som da música-tema do personagem de luta livre da WWE que empresta seu nome à banda. Então precisamente à meia-noite eles trouxeram de volta todo o poder do True Heavy Metal dos anos 80 com clássicos como Black Funeral e Doomed By The Living Dead do Mercyful Fate, Outlaw do Manowar, e a matadora 10.000 Strong do Iced Earth. Com um potente vocalista interagindo com quem resistiu até o fim, o destaque foi See You In Hell do Grim Reaper seguida pela sensacional balada Gods Of Wrath do Metal Church. Uma pena o público não ter comparecido em peso, pois essa é uma banda que merece muito mais respeito por parte de quem sempre reclamou da falta de shows do estilo em Petrópolis.

* Undertakker *

Depois de 24 edições do The Satanic States of América, a melhoria na acústica do local e a aparelhagem são claramente visíveis. O que prova que boa vontade e humildade aliadas à garra do rockeiro petropolitano podem sim, mover algumas montanhas. O festival só tende a crescer, e duvido que daqui mais dois anos não venha a ter maiores proporções. Deixo meus parabéns aos gêmeos Ricardo e Baltazar por esses dois anos de batalha pelo cenário underground!

É isso ae peregrinos, até a próxima edição do The Satanic States of America!

Rota 90 no Petropolitano F.C.

Postado por: Will Palmers  /  Categoria: Música

Os anos 90 voltaram! Não, você não leu errado. Foi o que eu, o nosso outro colunista Doug Custer e todos que estavam no Petropolitano F.C., próximo a praça da Liberdade, constatamos. Provamos novamente o gostinho da dance music que fez sucesso no século passado. Começando por volta das onze horas da noite de sábado (09/08) e terminando as quatro da manhã foi música para ninguém botar defeito, contando com clássicos mixados do rock e pop internacional assim como também os nacionais.
Os DJ’s estavam em sintonia com o público que compareceu com muita energia e swing não parando de dançar até a poeira baixar. Neste quesito tenho de dizer que não havia ninguém parado, a não ser os seguranças e alguns camaradas que não se atreveram a dançar com as namoradas. Composto em sua maioria por jovens com seus mais de 20 anos e não tendo limite de idade podemos dizer que se depender desse público os anos 90 nunca irão morrer.

Só fica aqui um pequeno apelo para que da próxima vez o evento seja bem mais divulgado, pois ele quase passou despercebido, o que teria sido uma pena, pois foi muito bom.
As fotos deste evento e do The Satanic States of America vocês irão ver aqui no lupa logo mais.